segunda-feira, 27 de maio de 2024

CARNAVAL DE SANGUE

 






                          O mundo brinca com fogo, o mundo dança com sangue. Quando vai o mundo parar? Se parar, Caio. Vejo meu tilo, a cabeça mas o corpo não aguenta. Meu carnaval, cabou meu carnaval. Eu daria tudo o que tivesse, pra voltar aos dias de criança, eu não sei pra que que a gente cresce, se não sai da gente está lembrança, né, Ataulfo Alves?

domingo, 19 de maio de 2024

        




                     Enquanto eu me lavava numa bacia cheia de camisinhas, ouvia na televisão do dormitório, sim, estava num hotel, em viagem de turismo em Porto Alegre, um grupo grande, pois a moda agora era o turismo de perigo, de catástrofe, com programações para Ucrânia, para Israel e todo o país que estivesse em guerra, onde houvesse muita destruição e campos de refugiados, ouvia a voz de Silvio Santos dizendo: a Festa do Feijão conseguiu equipar Caruaru… e, acordei, agoniado, levantando-me da cama inda bambo de sono, sede e fome, apesar de haver comido uma sopa quiabo maravilhosa. Algumas meninas, porque as haviam mais do que rapazes se haviam alevantado e estavam no refeitório embaixo de onde saíam vozes abafadas pelo tilintar de pratos de pratos e talheres. Era a Festa do Feijão o carnaval de Caruaru? Porque ouvia também o som da Orquestra de frevos do maestro Spok.

CARNAVAL DE SANGUE

                            O mundo brinca com fogo, o mundo dança com sangue. Quando vai o mundo parar? Se parar, Caio. Vejo meu tilo, a ca...